INCA Fazenda Rei Salomão

O PREPARO

O chá comungado nas sessões é preparado pelos próprios membros da União do Vegetal sob a orientação de um Mestre, num ritual que constitui um verdadeiro culto à natureza. Os homens colhem o Mariri, que, em seguida, é raspado, amassado e desfiado. As mulheres colhem as folhas da Chacrona e lavam-nas, uma a uma. O Mestre dirigente dispõe então o Mariri e a Chacrona em caldeirões e verte sobre eles água suficiente para a fervura. Depois que o Vegetal é distribuído e comungado, são feitas as chamadas de abertura e é aceso o fogo sob os caldeirões. 

Com a chamada da União, o Mestre dirigente invoca a luz e a força, que são assimiladas pelo Vegetal e gravadas em sua memória. Esse fenômeno mágico através do qual um líqüido adquire a propriedade de fazer o poder de Deus se manifestar no espírito humano só é possível graças à intermediação que o Mestre realiza entre o plano espiritual e o mundo físico. É por isto que a existência da Oaska na Terra tem como condição essencial a presença de um Mestre consciente e recordado espiritualmente na direção do seu preparo e distribuição. Sem isso, o resultado pode ser um chá feito de Mariri e Chacrona, mas certamente não será Oaska, ou seja, não será provido dos seus efeitos misteriosos. E sem a verdadeira Oaska não há como experienciar a burracheira. 

Quanto aos demais participantes do preparo, exige-se de todos, durante os trabalhos, um alto nível de compenetração e de atenção. Cada um deve cuidar para que suas atitudes, palavras e seus pensamentos estejam sempre em sintonia com o dirigente e com a seriedade do trabalho que se está realizando. 

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Mestre Gabriel, o primeiro Oasqueiro.

Acervo da Irmandade da Rosa, imagem com direitos reservados

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Preparo dirigido pelo Mestre Joaquim na Núcleo Supairunã,  em Sousas, Campinas - SP
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