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A OASKA

          Considerado o Grande Avatar pela sua poderosa capacidade de despertar a divindade no homem, o chá Oaska, composto a partir de duas plantas da Floresta Amazônica e comungado em rituais religiosos desde eras remotas, ganha cada vez mais adeptos em toda a América do Sul, nos Estados Unidos e na Europa. O que atrai estas pessoas é o poder de atuação desse misterioso líqüido no espírito humano, que lhes possibilita conhecer o verdadeiro significado da existência, recordar-se de suas vidas passadas e aprender a construir um futuro melhor a partir da consciência adquirida.

Iluminando a humanidade através dos séculos e deixando sinais de sua doutrina em inúmeras religiões do planeta, a UNIÃO DO VEGETAL (UDV), a Ordem Religiosa que distribui o chá em seus rituais religiosos e que é também a mais antiga do mundo, ressurge no final do século XX inaugurando a era de Aquário pelo seu poder de fazer superar as ilusórias divergências e as rotulações religiosas, no sentido de despertar os homens para a legítima e única dimensão da espiritualidade: a união. Deste modo, o chá Oaska representa a esperança para um mundo onde a desunião e o desequilíbrio tomaram proporções tão inauditas que se torna difícil conceber uma solução para ele. 

Embora para muitos a existência de um chá dotado de tamanho poder possa parecer algo impossível, ele existe, e em território nacional, encontrando-se à disposição de todos os que têm busca espiritual.

 

Requisito para experienciar esse poder? 

Uma boa dose de coragem para se enfrentar. E como recompensa, a avaliação de toda uma vida dentro da dimensão espiritual, além da força suficiente para livrar-se do falso e do ilusório.

Mestre Gabriel, o primeiro Oasqueiro.

Acervo da Irmandade da Rosa, imagem com direitos reservados

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Caiano, o Primeiro Oaskeiro, oleo sobre tela - Acervo da Irmandade da Rosa, imagem com direitos reservados
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Mariri - Banisteriopsis Caapi
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A Rosa, símbolo do conhecimento, tem sua imagem gravada no interior do Mariri
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Chacrona - Psychotria Viridis

 

A LUZ EM SUA PROPRIA CASA

Em 1974, dois jovens saíram de um mosteiro budista do Rio de Janeiro com o objetivo de empreender uma viagem a um templo do Tibete em busca de algo que os auxiliasse na conquista do autoconhecimento. Baseando-se em informações contidas em livros e em algumas revistas de cunho espiritualista, alimentavam a esperança de que lá encontrariam o caminho espiritual que aqui ainda não haviam conseguido encontrar. 

Após uma estafante viagem de quase uma semana, constituída de algumas dezenas de horas de vôo, embarques em trens, ônibus e navios, além de uma longa escalada a pé pelas montanhas do Himalaia, chegaram afinal ao templo tibetano, situado num dos inúmeros picos dessa cordilheira. Faltava apenas a entrevista com o Lama, que ocorreu dois dias depois da chegada. 

Assim que foram recebidos por ele, expressaram-lhe suas inquietações a respeito da busca pelo verdadeiro caminho da espiritualidade, a qual os motivara a fazer tão longa jornada. 

O ancião os fitava sem nada dizer, até que, após um longo silêncio, revelou: – A Grande Luz que durante tanto tempo clareou o Oriente deslocou-se para o Ocidente. Encontra-se na América do Sul, no país maior. Só lá poderão encontrar o que procuram. 

Os dois peregrinos não podiam acreditar no que estavam ouvindo: tanto trabalho e esforço, tanto dinheiro e tempo gastos para terem de ouvir que a Grande Luz estava no Brasil! Não sabiam se ficavam desolados ou felizes diante de tão forte revelação, mas não tiveram outra alternativa senão regressar. 

Em 1989, a história se repete, desta vez com dois profissionais de São Paulo. Um professor de Tai Chi Chuan, estudioso da filosofia oriental, convenceu um amigo seu, gerente industrial, a acompanhá-lo até um mosteiro de linha tibetana na Índia à procura de um certo monge do qual ele ouvira falar, pois acreditava ser sua doutrina religiosa a mais próxima da verdade. O monge, da mesma forma que o outro fizera no Tibete quinze anos antes, revelou-lhes que a luz que eles procuravam se encontrava aqui no Brasil... 

Os dois primeiros viajantes, alguns meses depois de sua chegada, relataram o fato à pessoa que um ano depois encontraria a Oaska e após seis se tornaria o dirigente da União do Vegetal: o Mestre Joaquim José de Andrade Neto, que sempre sentira e soubera que o caminho da verdadeira espiritualidade se encontra na própria América do Sul. Os outros dois que passaram por experiência semelhante contaram o ocorrido para o proprietário de uma academia de Tai Chi Chuan; e esta pessoa, no ano seguinte, encontraria a União do Vegetal e se tornaria discípulo do Mestre. Assim, a grande boa nova para o habitante do continente sul-americano é a presença desse chá neste mesmo contintente, fato esse que pode poupá-lo de ter que se deslocar até o Himalaia, à Índia ou a outros lugares em busca da experiência com o sagrado. 

Aliás, os episódios ocorridos com esses brasileiros são simbólicos, na medida em que a primeira revelação proporcionada pela Oaska é a de que a luz tão procurada pelo homem se encontra em sua própria casa, ou seja, no interior de si mesmo. 

Também Lídia Carmeli, discípula que é jornalista e ex-professora de yoga, passou por experiência semelhante, tendo ido até à Índia e lá permanecido quatro meses em busca do autoconhecimento: “Não dá nem para comparar as inúmeras horas que despendi com exercícios de meditação e yoga com um minuto de experiência com a Oaska: a experiência é tão forte e grandiosa que depois da minha primeira Sessão eu ria de mim mesma por ter esperado alcançar o êxtase em terras tão distantes e através de exercícios meramente mentais.” Adriana Simon, também discípula, sintetiza da seguinte forma o impacto que representou para ela encontar-se pela primeira vez sob o efeito do chá: “Quatro horas de experiência com a Oaska foram suficientes para me dar as respostas existenciais que eu há anos procurava. Quando já estava tendo crises de depressão, descobri todas as respostas dentro de mim mesma.” 

Assim, a Floresta Amazônica, considerada “o pulmão verde do mundo”, além de contribuir para a qualidade de vida do homem no nível físico através da purificação do ar, ainda favorece a sua qualidade de vida no nível espiritual, justamente por abrigar, dentre as milhares de espécies vegetais que a compõem, as duas plantas surpreendentes com as quais o chá Oaska é preparado, o Mariri e a Chacrona, cujos efeitos podem representar a solução para os problemas humanos. Esse fato explica a atração que inúmeros povos de outros continentes sentem pela gigantesca mata sul-americana, ainda que desconhecendo o mistério que ela guarda em seu seio.

A BUSCA PELO EXTASE

A busca pelo sentimento de plenitude do ser – o êxtase – é uma característica da natureza humana, de modo que a esperança de experimentá-lo jamais se extingue. Essa esperança é que deu origem às religiões e ao que de melhor se criou na arte, nas ciências e na filosofia. 

Paradoxalmente, a busca pelo êxtase também levou o homem a descaminhos. Veja-se, por exemplo, o caso do grande número de pessoas de uma das gerações do nosso século que arriscou sua saúde física e mental em experiências alucinógenas na ilusão de que as mesmas poderiam lhes proporcionar a ligação com algo transcendental. Tais pessoas ignoravam, sem dúvida, que o êxtase é infinitamente mais do que sensações de bem estar acompanhadas de visões. A necessidade de senti-lo está relacionada à busca pelas respostas para as questões existenciais. 

Sem saber exatamente o que está fazendo neste mundo, o homem encontra dificuldades para traçar diretrizes ou princípios de vida e, mais ainda, para ser fiel a esses princípios. E é justamente essa carência de respostas que explica a existência das guerras, das perseguições, da escravidão e de outras aberrações que marcam a História da Civilização. 

Nesse sentido, a consciência do porquê da vida é algo imprescindível para a conquista da harmonia da espécie humana na Terra. No entanto, embora a experiência do êxtase faça parte dos anseios recônditos de cada um, o caminho que conduz a ele é dos mais difíceis, porque só é possível senti-lo quando o canal de acesso ao Sublime se encontra desobstruído. E isso só acontece quando conseguimos transcender os estreitos limites de nosso pequeno ser individual e enxergar adiante de nós mesmos, descobrindo os liames invisíveis que nos ligam a todos os outros seres e a toda a natureza. 

Ângela Regina Canazza Corrêa, professora de música e associada à União do Vegetal há quatro anos, esclarece: “A Oaska é capaz de nos fazer chorar por toda a humanidade, amando intensamente cada homem que existe no mundo, e ainda nos prepara para podermos contribuir para a regeneração desse grande organismo do qual somos parte integrante.” 

Mas até chegar a esse ponto há uma longa travessia a ser realizada dentro de si mesmo, para a qual a Oaska é considerada o mais eficaz dos instrumentos. Ao comungá-la, o discípulo normalmente tropeça nas faltas do passado, enxerga a queda e constata suas fraquezas, manhas e maldades. 

Os membros da UDV afirmam que a lucidez adquirida nessa caminhada é suficiente para diagnosticar problemas espirituais e questões mal resolvidas. E como as pessoas sempre se julgam melhores do que elas realmente são, não é raro que levem um susto diante da constatação dos entulhos acumulados durante anos. 

Porém, depois da limpeza, o espírito se rejubila e se eleva: “Tive que atravessar o inferno que eu mesmo havia criado para chegar ao paraíso”, declara a maioria dos que já comungaram o misterioso líqüido.

OASKA ESPELHO ESPIRITUAL

Pode parecer ilógico, absurdo ou fictício, mas a verdade é que duas plantas nativas da Floresta Amazônica, o cipó Mariri e o arbusto Chacrona, quando cozidas com água e preparadas por um Mestre que faz parte da história destas plantas sobre a Terra, produzem um chá que tem efeitos surpreendentes na vida das pessoas, conferindo-lhes a capacidade de enxergarem a si mesmas espiritualmente como se estivessem se olhando num espelho. Assim, a Oaska atua como instrumento de justiça divina de forma infalível, revelando a cada um o seu estado espiritual. 

O efeito surpreendente desse misterioso líqüido no espírito humano tem o nome de burracheira, experiência capaz de mudar completamente a vida de uma pessoa, tal a força das verdades existenciais que traz à tona. 

Por esse motivo, não é difícil deduzir que o discipulado através da Oaska não seja fácil, mesmo porque não são todos os que procuram a Verdade; e, dos que a procuram, só alguns conseguem suportá-la, ainda mais em se tratando, como é o caso, de enfrentar a força da verdade no plano espiritual, o que é bem mais sério. 

A maioria das pessoas, infelizmente, ainda prefere fugir de si a ouvir a própria consciência, e para isso há uma série de recursos à disposição, como os entorpecentes (o álcool, tabaco e outras drogas); a psicoterapia, que é um meio de fuga mais sofisticado; ou, ainda, a televisão, que atua de forma mais sutil, absorvendo muitas horas no dia-a-dia das pessoas. São diferentes formas de adiar o auto-exame que deve ser feito. 

A Oaska tem o poder de desmontar o castelo de ilusão criado por tais recursos e apresentar a cada um, com nitidez incontestável, o espetáculo do seu desequilíbrio. E de tal enfrentamento não há como fugir: o acerto de contas torna-se uma ordem inexorável. Esse é o primeiro passo para o autoconhecimento. Além desse importante diagnóstico, o discípulo adquire força e coragem para operar em si as mudanças necessárias. Trata-se de um serviço completo, só restando à pessoa fazer jus à clareza recebida, cumprindo em seu cotidiano o que deve cumprir e deixando de fazer aquilo que não deve. 

A conquista paulatina do discernimento através desse processo contínuo de auto-avaliação contribui para que as pessoas evitem cometer desatinos, e essa retidão de conduta certamente contribuirá para atrair a boa sorte em suas vidas. 

EFEITOS MORAIS E ETICOS DA OASKA NOS DISCIPULOS​

A Oaska, por trazer à tona a consciência espiritual, torna evidentes e nítidos os verdadeiros valores humanos e, com isso, contribui para que cada um adquira uma conduta cada vez mais reta e equilibrada. 

Seus efeitos são, portanto, de integração familiar e social. E, ao mesmo tempo em que espiritualiza o homem, cobra-lhe atenção redobrada em sua vida, apontando-lhe os deveres de filho, irmão, cônjuge, pai, profissional e membro social. 

“Não conheço nada tão eficiente para nos elevar e ao mesmo tempo nos manter com os pés no chão”, declara Eduardo Müller de Sá, membro da UDV há cinco anos. Outro membro, Marcos Francisco Marchini, empresário, se confessa surpreso com as suas próprias mudanças: “Nunca havia atingido um estado tão intenso de sensibilização em relação às pessoas que me cercam. Agora, cada pessoa na minha frente é para mim alguém especial e merece uma atenção especial”, afirma ele.

Assim, cada um que comunga a Oaska enxerga a sua parte, ou seja, o que lhe compete fazer dentro dos seus deveres e, mais do que isso, sente o peso dessa responsabilidade. E a cobrança da burracheira acontece na proporção exata do que o discípulo pode e deve fazer no grau em que se encontra. 

A verdade é que, se cada pessoa cumprisse o seu dever de forma integral e eficiente, certamente os problemas humanos seriam abolidos da face da Terra e o homem alcançaria um novo estágio de evolução. 

Os associados da União do Vegetal, ao se darem conta da gravidade de suas omissões ou dos desvios que vinham cometendo há anos, querem a todo custo repará-los. Alguns sentem essa necessidade a partir da primeira Sessão, como é o caso de uma novata que viajou mais de 1.000 kilômetros para buscar o filho que ela abandonara há três anos e que deixara com o ex-marido; de um associado que confessou à esposa todos os seus adultérios; e de uma jovem que procurou o pai para uma reconciliação após dez anos de inimizade. 

Além disso, no quadro de associados da União do Vegetal constam casais que, antes da experiência com o chá, já estavam separados ou prestes a separar-se, e filhos que se indispunham com os pais, além de ex-drogados, ex-alcoólatras e ex-desocupados, todos tendo passado por esse mesmo processo de auto-exame e amadurecimento espiritual proporcionado pela Oaska, e desfrutando atualmente da integração com a família e com a sociedade.

COMECANDO DE SI MESMO

Na burracheira as imperfeições do ser humano são enxergadas com os olhos do espírito, e nessa dimensão o homem descobre uma lucidez até então desconhecida, a espiritual, que é, aliás, a única capaz de fazê-lo compreender que tudo o que é horrível no mundo tem por causa o horrível que cada um tem dentro de si. Em outras palavras, ele compreende que, para mudar o exterior, é preciso começar do interior. Tendo isso por princípio e diretriz de vida, todos os associados da União do Vegetal são unânimes em afirmar que a lição mais importante da vida espiritual é a de que o único inimigo do homem está dentro dele mesmo, e que justamente por não saber disso é que ele cai no engano de julgar que os inimigos são os outros.
Assim, os que chegam à União do Vegetal com idéias revolucionárias logo se deparam com a ordem inexorável, vinda da própria consciência, de primeiro mudarem a si mesmos antes de quererem mudar o mundo, pois compreendem que quem consegue mudar a si mesmo já está, na verdade, começando a mudar o mundo.
Por isso, as revelações da Oaska trazem consigo a exigência de virem a ser incorporadas à vida cotidiana e de se transformarem nas diretrizes éticas norteadoras da conduta de quem as recebe. Este é o preço de todo verdadeiro conhecimento espiritual: uma vez constatada a verdade, quem tentar fugir dela terá sempre de prestar contas à sua consciência, que é o mais rigoroso de todos os juízes.
Sob a luz da Oaska, este acerto de contas é tão marcante que aquele que não conseguir se harmonizar com a própria consciência certamente não conseguirá continuar a sua caminhada na vida espiritual. Como conseqüência dessa cobrança, o discípulo revê todos os seus valores e, a partir dessa nova concepção de vida, passa a policiar seus pensamentos, palavras e atitudes.
O próprio conceito de honestidade, por exemplo, começa a ser encarado de forma bem mais ampla. “Ser honesto não é só não roubar, como pensam as pessoas. Para se chegar ao ponto de ser honesto espiritualmente é preciso parar de mentir, de omitir, de enganar, de tirar vantagens e de usar de manha para conseguir as coisas”, esclarece o Mestre.

 

BURRACHEIRA E MIRAÇÕES

As imagens contempladas durante a burracheira recebem a denominação de mirações e podem se manifestar de formas infinitamente variadas: ora são duradouras, ora fugazes; ora nítidas, ora dotadas de tênues contornos; ora de aparência assustadora, ora de grande beleza. Muitas vezes as mirações revelam fatos do passado, às vezes de um passado anterior à atual encarnação. E, conforme a necessidade, até mesmo o futuro pode ser revelado. Em todas é possível encontrar um significado; todas pedem uma decifração. Mas a forma pela qual elas revelam seus conteúdos é também extremamente variável: às vezes são bastante claras e diretas; às vezes são enigmáticas e oraculares. Por este motivo, os discípulos podem precisar do auxílio do Mestre para conseguir compreender o seu significado.

Na verdade, as mirações constituem recursos de ilustração utilizados pela burracheira para revelar ensinamentos e o estado de espírito de cada um. Porém, as revelações também podem se manifestar através de sentimentos, de sensações ou de inúmeras outras formas. As palavras do Mestre, por exemplo, são fonte inesgotável de revelações, como também o são os acontecimentos da vida diária, desde que corretamente interpretados.

Apesar de ser a miração apenas uma das possíveis manifestações da burracheira, é comum acontecer de pessoas procurarem a UDV imaginando que a Oaska é bebida com o único objetivo de se “ver coisas”. Muitas vezes estas pessoas, após uma experiência marcante com a Oaska, afirmam que “não tiveram burracheira pois não viram nada”. Este tipo de idéia é, em grande medida, o efeito de uma série de publicações a respeito de experiências com chás preparados com Mariri e Chacrona sem a orientação do Mestre. Os relatos que estas publicações trazem praticamente se resumem à descrição de visões de formas exóticas e coloridas. Em muitos casos esses relatos estão impregnados daquela espécie de misticismo selvático tipo “exportação”, muito em moda ultimamente. Proliferam então os xamãs voadores furando os ares em direção ao arco-íris, os animais falantes de pelagem iridescente e os pequenos seres espirituais da floresta. Outros depoimentos não vão além de uma descrição cansativa de padrões geométricos complexos e coloridos ou de formas abstratas esvoaçantes em contínua metamorfose. Tudo isto não é senão uma prova tanto da falta de orientação das pessoas que preparam e ingerem aquelas beberagens como do escasso alcance espiritual das mesmas. Elas podem produzir visões, mas isso não quer dizer que estas provenham da burracheira, mesmo porque a burracheira é um efeito exclusivo da Oaska. E a Oaska só pode ser produzida pelas mãos do legítimo Mestre Geral Representante da União do Vegetal, e não por curiosos.

De nada adianta ter visões se não se pode ter a compreensão trazida pela burracheira; e quem bebe a Oaska sabe perfeitamente que é bem melhor ter burracheira sem ter mirações do que ver muitas coisas sem ter burracheira.

Só mesmo a Oaska poderia desvendar o mistério de sua própria origem. E o chá misterioso revela que esta origem remonta à mais antiga cultura indígena, no primeiro alvorecer da cultura humana. Foi nesta época que Salomão, o Rei da Ciência, com a sua sabedoria inspirada, realizou a união entre o Mariri e a Chacrona e entregou o fruto dessa união, que é o chá Oaska, ao seu fiel vassalo Caiano, que, ao bebê-la, adquiriu a consciência espiritual e se tornou o primeiro Oasqueiro, ou seja, a primeira pessoa a comungar e a distribuir a Oaska na Terra. Nesta ocasião, Caiano recebeu de Salomão o sétimo segredo da natureza, a União do Vegetal e, com ela, a chave da palavra perdida, que permite entrar em contato com a Força Superior e penetrar nos encantos da natureza divina. Desde então, Caiano, sempre demonstrando grande abnegação, humildade e amor pela humanidade, vem se reencarnando sucessivamente na Terra e cumprindo sua missão de restaurar a União do Vegetal e de trazer aos homens a luz do verdadeiro conhecimento espiritual. Neste século, ele reencarna em Coração de Maria, Estado da Bahia, com o nome de José Gabriel da Costa, tendo se tornado conhecido na UDV como MESTRE Gabriel.

De origem humilde, MESTRE Gabriel se desloca, quando adulto, para a cidade de Porto Velho, em Rondônia, a fim de trabalhar como seringueiro na Floresta Amazônica. No seringal boliviano chamado Guarapari, bebe o chá sagrado, o qual lhe permite recordar-se de sua missão e de suas encarnações passadas. Em 1961, após passar três anos examinando as revelações recebidas, MESTRE Gabriel recria a UDV, dando início ao seu trabalho de doutrinação e de distribuição do misterioso líqüido. Em 1971 ele desencarna deixando um precioso legado espiritual, em virtude do qual as gerações futuras hão de lembrar o seu nome com gratidão e reverência.